Acadêmicos ou não, não dá mais pra assistir calado alguns acontecimentos muito evidentes nos muros da UFRN. Falo UFRN pois é a minha realidade, porém não estão excluídas as demais comunidades Brasil ou mundo afora. Imaginem dois blocos. Um formado por aqueles que frequentam, sim, os bancos da universidade e também precisam - ou querem, ou precisam e querem - tocar a vida em estágios, trabalhos, whatever, wherever. O outro bloco é formado por aqueles (por favor, por favor mesmo, me perdoem, mas eu vou ter que falar e juro que não é nada pessoal) assíduos aos bancos universitários, projetos de pesquisa e extensão, geralmente oriundos de habilitações do curso de comunicação social que não possuem lá grande espaço no mercado de trabalho efetivo.
Sim, colegas, são vocês mesmos. Não quero generalizar. Há colegas da minha habilitação (jornalismo) que também optam pelo segundo bloco, o que não quer dizer nada, na verdade, e tudo pode não passar de uma sandice de uma mente mequetrefe como a minha. Mas verdade seja dita: os moradores do segundo bloco não-arredam-o-pé da faculdade e passam boa parte do tempo metendo o pau em nós que estamos na rua fazendo algo de real e palpável.
Peraê. Quer dizer então que só significa o que é prático? Não, não é isso. Inclusive o prático precisa beber daqueles que só pesquisam para se fundamentar e encontrar novos caminhos, renovações enfim. Estudamos esse paradigma num certo momento que eu já esqueci, mas ficaram as lições e os norteamentos necessários para respeitar os meus amigos pensantes. Admiro a pesquisa e a construção experimental. Aliás, ela independe da minha admiração, está aí e pronto.
Um recente episódio me fez pensar ainda mais nessas questões todas. O uso da câmera analógica durante os trabalhos práticos da disciplina de fotojornalismo. Eu também entendo a importância do analógico, da compreensão fomentada pelo modelo e até mesmo da beleza estética das fotos provenientes de máquinas desse tipo. Mas calma, né. Partindo desse princípio deveríamos usar da datilografia nas cadeiras de planejamento editorial para entendermos como o ser humano chegou até o teclado de um computador comum e depois, vá lá, ao touch screen. Oi?
Solução? Praticar é maravilhoso, estudar é maravilhoso. Agora, se por algum outro motivo além da sua motivação pessoal você está empacado nos muros da universidade, faz um favor a todos nós que estamos na rua ganhando dinheiro pra pagar nossas contas:
vão ver se estamos na esquina.
Obrigado.
Sim, colegas, são vocês mesmos. Não quero generalizar. Há colegas da minha habilitação (jornalismo) que também optam pelo segundo bloco, o que não quer dizer nada, na verdade, e tudo pode não passar de uma sandice de uma mente mequetrefe como a minha. Mas verdade seja dita: os moradores do segundo bloco não-arredam-o-pé da faculdade e passam boa parte do tempo metendo o pau em nós que estamos na rua fazendo algo de real e palpável.
Peraê. Quer dizer então que só significa o que é prático? Não, não é isso. Inclusive o prático precisa beber daqueles que só pesquisam para se fundamentar e encontrar novos caminhos, renovações enfim. Estudamos esse paradigma num certo momento que eu já esqueci, mas ficaram as lições e os norteamentos necessários para respeitar os meus amigos pensantes. Admiro a pesquisa e a construção experimental. Aliás, ela independe da minha admiração, está aí e pronto.
Um recente episódio me fez pensar ainda mais nessas questões todas. O uso da câmera analógica durante os trabalhos práticos da disciplina de fotojornalismo. Eu também entendo a importância do analógico, da compreensão fomentada pelo modelo e até mesmo da beleza estética das fotos provenientes de máquinas desse tipo. Mas calma, né. Partindo desse princípio deveríamos usar da datilografia nas cadeiras de planejamento editorial para entendermos como o ser humano chegou até o teclado de um computador comum e depois, vá lá, ao touch screen. Oi?
Solução? Praticar é maravilhoso, estudar é maravilhoso. Agora, se por algum outro motivo além da sua motivação pessoal você está empacado nos muros da universidade, faz um favor a todos nós que estamos na rua ganhando dinheiro pra pagar nossas contas:
vão ver se estamos na esquina.
Obrigado.
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